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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Campos Novos: Paralisação da 7ª ZE ameaça eleições municipais


Acordo entre a categoria depende de Assembleia a ser realizada nesta sexta-feira

7ª Zona Eleitoral aderiu a paralisação (foto: Orli Ricardo)
Servidores de 17 categorias ligados à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) decidiram, na terça-feira, 28/08, encerrar a greve que já durava cerca de dois meses. A decisão foi tomada em plenária nacional realizada em Brasília, e vale para as categorias que negociaram em forma unificada, segundo o secretário-geral Josemilton da Costa.

No entanto, algumas classes decidiram manter a paralisação, caso do TRESC, que a partir de uma assembleia realizada em Florianópolis na última sexta-feira, foi decidida a paralisação desta semana por tempo indeterminado e solicitado aos cartórios Eleitorais para irem aderindo à greve.

Até a tarde desta terça-feira, das 105 Zonas Eleitorais, quatro haviam aderido a este movimento, São Miguel d’Oeste, Balneário Piçarras, Pinhalzinho e Campos Novos. De acordo com o Chefe do Cartório Eleitoral da 7ª Zona, de Campos Novos, Arthur Niebuhr, a reivindicação parte da prerrogativa de reposição salarial em relação à inflação dos últimos anos, cálculo este de 56%, realizado pela Fenajufe, Federação dos Trabalhadores do Judiciário Federal.

Arthur Niebuhr (E), Chefe do Cartório Eleitoral C Novos
(foto: Orli Ricardo) 
A categoria aguarda agora uma posição do sindicato Sintajusc (Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina) Fenajufe (federação nacional dos trabalhadores do judiciário federal e ministério público da união) com relação à continuidade do movimento. A decisão será tomada após a Assembleia final que está agendada para ocorrer nesta sexta-feira, 31/08. A data coincide com o último dia do envio da proposta do orçamento de 2013. “Se não houver encaminhamento da proposta de reposição salarial, certamente não vai haver aumento 2013, não havendo esta nova proposta existe o índice oferecido pelo governo, que é o reajuste de 15,8% dividido em três anos, que vai depender da posição da categoria ainda”, esclarece o Chefe da 7ª ZE.

Sem definição, as Eleições podem sofrer consequências

Cartazes manifestam descontamento (Foto: Orli Ricardo)
A manifestação no estado foi geral no dia de ontem (28), praticamente todas as zonas pararam as atividades normais. Para o coordenador do Sintrajusc, o apagão dos serviços da Justiça Eleitoral deve surtir grande notoriedade. “É um dia de forte mobilização porque até mesmo os servidores que não tinham aderido à greve da categoria participaram”, destaca o coordenador.

Dependendo do andamento das negociações e definições por parte do sindicato, a partir da semana que vem começa a ficar ameaçada a realização das eleições. “Nós não queremos que haja uma implicação nas eleições municipais, mas cabe ressaltar se o quadro permanecer como está hoje, já não haveria eleição, por que o TRESC paralisou e nós dependemos dele até mesmo para a apuração dos votos além de outros dados que precisamos também, então se continuasse como está hoje não teria eleição”, completou Arthur Niebuhr.

A busca dos direitos por parte da classe vem desde 2010, quando o então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, repassou as negociações para o governo que o sucedeu. No ano passado, já com Dilma Rousseff, a presidência da República mandou cortar a proposta do Superior Tribunal Federal antes mesmo de enviá-la ao Congresso.

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