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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Após paralisação, alunos da Escola Henrique Rupp Jr têm reivindicações atendidas

Alunos simulam como ficariam as duas turmas juntas

Após as paralisações dos professores da Rede Pública Estadual, no ano passado e em abril deste ano, desta vez foram os estudantes que decidiram cobrar os seus direitos.

A exemplo dos mestres, os alunos do 2° ano do Ensino Médio da EEB Henrique Rupp Junior de Campos Novos resolveram entrar em greve na última terça-feira, 31/07, e se recusavam a entrar na sala de aula. O posicionamento partiu após os estudantes receberem a determinação vinda do Sisgesc (Sistema de Gestão Educacional de Santa Catarina), que duas das três turmas da segunda série teriam de se juntar, pois ambas as salas não atingiam o número de alunos determinados pelo órgão.  Sendo assim, as duas turmas matutinas que somam 27 alunos cada, ao se unirem, chegariam a mais de 50 alunos numa mesma sala. Os jovens reprovaram a determinação do Sistema Estadual.

De acordo com os alunos, as salas não conseguiriam comportam este número expressivo de estudantes num mesmo local. Outro ponto discutido pelos jovens é referente às condições precárias de ensinos que eles são submetidos. A escola apresenta diversas deficiências na sua estrutura física, e de trabalho, tanto para alunos quanto para os profissionais da educação.



Para provar esta realidade, ainda na terça-feira, os alunos levaram um abaixo-assinado até a Promotoria Pública, somando mais de 50 assinaturas entre alunos e professores. No documento havia também fotos anexadas para confirmar a autenticidade da reclamação, mostrando as péssimas condições do colégio e de que não há nenhuma sala apta a abrigar 54 alunos.
Durante a semana os alunos não recuaram. Persistiram a não concordar com a junção das salas. Um dia depois de acionar a Promotoria, na escola tiveram uma reunião com os professores e, com o Secretário da SDR Campos Novos Alaor Gotz e a Gerente de Educação, Patrícia Tomazoni Pelentir.


Por meio do encontro, chegaram a uma decisão. Após a Diretora Geral da escola, Mônica de Matia, e os representantes da SDR assinarem um termo se responsabilizando pelas turmas do segundo ano, foi decidido que as mesmas voltariam como estavam antes, separadas.

Para Mônica de Matia, partindo do princípio de que se vive numa democracia, os alunos estarão sempre no direito de reivindicar. Mônica ainda esclarece qual seria o motivo da junção das turmas e consequentemente o fechamento de uma delas. “Em função de algumas transferências que ocorreram até a metade do ano, o Sisgesc fez um rastreamento e ao detectar a redução no número de alunos no 2° ano automaticamente ele determinou o fechamento a turma”, explica.

Na manhã de quinta-feira as aulas voltaram a normalidade para o 2° ano. Isto é prova de que o melhor a ser feito é resolver as coisas no melhor estilo democrático.


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