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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Adriana Araújo nocauteia desconfiança para entrar para a história


Atleta conquista Bronze inédito na primeira participação das mulheres no Boxe Olímpico

Não bastaram quatro rounds para Adriana Araújo gastar suas energias. Mesmo exausta após uma dura derrota nas semifinais de Londres 2012 para a russa Sofya Ochigava, vice campeã mundial, a medalhista de bronze do Brasil na categoria leve (até 60 kg), ainda tinha fôlego para deferir mais alguns golpes. Desta vez não valia medalha e tampouco lugar na decisão, afinal o seu oponente era do sexo oposto, o Presidente da Confederação de Boxe, Mauro José da Silva.

Para o duelo do primeiro assalto, Adriana tirou as luvas e abriu o coração, castigando-o com uma sequência de revelações.  “Ele já me humilhou muito. Disse que eu não tinha condição nenhuma de me classificar (aos Jogos Olímpicos). Só para calar a boca dele, me classifiquei e conquistei a medalha”, contou a pugilista.

Vitória por nocaute no primeiro assalto para o sexo frágil! Frágil?! Adriana Araújo, como tantas mulheres guerreiras, dispensa este rótulo obsoleto. A boxeadora particularmente tem motivos de sobra para estufar o peito e se orgulhar. A partir desta quarta-feira, ela faz parte da história do esporte nacional. A primeira mulher medalhista no boxe, sendo esta, a medalha número 100 do Brasil na história dos Jogos Olímpicos.

Aos 31 anos, Adriana sabe que ficará marcada para sempre no Hall dos grandes campeões do boxe. E olha que marcas ela guarda muito bem. “O povo brasileiro precisa saber o que a gente passa na seleção. Uma das coisas para eu me superar foi isso, ele falou que eu não tinha capacidade nenhuma. Mas nunca dei ouvido às coisas que ele fala. Ele já me humilhou várias vezes”, finalizou.

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