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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Crise Suína: Governo de Santa Catarina adota nova medida de apoio aos suinocultores


Parece que o inverno finalmente chegou para ficar em Santa Catarina. Fato que faz aumentar ainda mais a preocupação com a tão comentada Gripe A, que um dia já foi chamada erroneamente de “Gripe Suína”. Assim como a temperatura, este termo caiu, e hoje em plena sexta-feira 13, dia popularmente considerado de azar, o assunto do momento é a “Crise Suína”. Entretanto, contradizendo a mística da data, os produtores de suínos do estado amanheceram como uma boa notícia: mais uma vez o Governo adotou uma medida com o intuito de ajudar o suinocultor catarinense.

O ambiente da suinocultura começa a ficar assim
O Governo do Estado vai isentar o ICMS Interestadual para venda de suíno terminado por 30 dias, a partir de segunda-feira, 16, como forma de auxiliar os suinocultores catarinenses que passam pela maior crise do setor. O governador Raimundo Colombo fez o anúncio da medida por telefone ao secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, que estava em audiência com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, nesta quarta-feira, 12, em Brasília. No encontro, o ministro confirmou aos suinocultores brasileiros a abertura de uma linha de crédito especial, no valor de R$ 200 milhões, para a aquisição de leitões ao preço de R$ 3,6 o quilo. O financiamento pode ser acessado por produtores, agroindústrias, cooperativas e varejistas, com juros de
5,5% ao ano.

O Governo do Estado já havia adotado medidas para dar suporte aos produtores catarinenses, como o aumento de carne suína nas refeições oferecidas pelo Estado nas escolas, abrigos e centros de atenção social, hospitais e nos presídios, além de lançar uma campanha publicitária nas televisões para incentivar o consumo do produto, e também ter isentado a cobrança do ICMS na comercialização de leitão de até 30 quilos por 30 dias.

O ministério informou que as dívidas de custeio vencidas, ou com vencimento até janeiro de 2013, serão prorrogadas. Já as parcelas de investimento serão adiadas por um ano após o vencimento da última mensalidade.

Também foi disponibilizada uma linha especial de crédito para compradores de suínos vivos a R$ 2 o quilo. O setor terá uma linha de crédito para financiamentos fora do sistema bancário, contraídos em cooperativas, cerealistas, fornecedores de insumos e tradings (empresas de comércio exterior).

O setor estima um prejuízo de R$ 4 bilhões no Brasil e de R$ 1 bilhão em Santa Catarina, uma vez que o Estado é responsável por 25% da produção nacional. Segundo levantamento da ACCS, em 2011, os produtores arcaram com perda de R$ 41 a R$ 60 por animal. Até maio deste ano, o índice aumentou para R$ 58 e deve chegar a próximos dias.

 Em Santa Catarina, são mais de 8 mil produtores de suínos. Destes, 70% estão na região Oeste, Meio-Oeste e Extremo-Oeste. Ao todo, são 420 mil matrizes e um plantel de 6,2 milhões de animais. As estimativas de produção para este ano em Santa Catarina são de 800 mil toneladas, com destinação de 200 mil para consumo dos catarinenses, 150 mil toneladas para exportação e com uma sobra de 450 mil toneladas.

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