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quinta-feira, 26 de abril de 2012

A MAIOR DEFESA DE JULIO CESAR


Falhas do GOLEIRO CORINTIANO contra Ponte Preta foram benéficas ao Corinthians


O
s sucessivos erros cometidos por Julio Cesar em decisões e principalmente as falhas na eliminação precoce no campeonato paulista diante da Ponte Preta nas quartas de final, fizeram acender o sinal amarelo para o time e o vermelho para o goleiro corintiano.
Na última partida, o Corinthians conheceu sua primeira derrota no ano com o time titular, caiu diante dos seus torcedores que não pouparam Julio Cesar das críticas, aqueles mesmos que aplaudiram o goleiro pelos inúmeros milagres operados na campanha do tetracampeonato Brasileiro do ano passado.
Mas, como algumas pessoas têm memória curta, como é o caso de grande parte da torcida do timão, não tiveram dúvida para escolher o grande culpado da derrota. E olha que gozado, elegeram um dos únicos representantes deles ali no gramado, torcedor corintiano assumido, um ícone de sucesso das crias do terrão.
 Na avaliação da torcida (praticamente unânime) Julio cometeu dois erros cruciais, o primeiro deles no gol do volante Willian Magrão, numa falta e de muito longe, onde o goleirão espalmou sem força e a bola acabou entrando. A última falha aconteceu já nos acréscimos da partida, quando Julio Cesar bateu errado o tiro de meta e posteriormente saiu de forma equivocada do gol resultando no terceiro tento dos pontepretanos, definindo assim, a desclassificação do time de Parque São Jorge.
Muitos críticos de futebol, comentaristas e principalmente a torcida alvinegra crucificaram o arqueiro por estas falhas, de carona aproveitaram para lembrar de outros erros em momentos decisivos. Como no chute errado na derrota para o "time B" do rebaixado Goiás, na última rodada do Brasileirão 2010. Já no ano seguinte falam do chute fraco de Neymar que JC aceitou, resultando no segundo gol do Santos na final do Campeonato Paulista.
Foram falhas inegáveis, no entanto, ninguém cobrou a apatia dos demais jogadores naqueles jogos. Como aceitar que uma equipe que buscava o título, enfrentando um time rebaixado, com seus reservas e juniores, não tenha a capacidade de vencer tranqüilamente. No mínimo mostrar vontade de vencer, e nem ao menos isso se viu.
Contra o Santos, enquanto perdia o jogo por um a zero, o Timão de 2011 não parecia necessitar de um gol, a poucos minutos do fim da partida, trocava passes no meio de campo, sem agredir a defesa adversária. Precisou levar um segundo revés, quando as coisas se tornaram irreversíveis, para acordar e ir à frente.

Diretoria cai na real e vê que o Timão 
não passa de um bom time

Ele é o louco corintiano que honra a camisa   
Antes do jogo contra a Ponte Preta, o Corinthians vinha de uma grande série invicta, tanto no Campeonato Paulista, quanto na Taça Libertadores. O ambiente era como o do filme de “Alice no País das maravilhas” adaptado para “Tite e o time mil maravilhas”, pura ficção. A equipe estava jogando bem, porém, não o suficiente para estar imbatível, tinha muitos pontos a melhorar.
O resultado do último jogo não foi somente negativo para a grande massa corintiana. Para a diretoria e para o clube foi catastrófica em termos financeiros. Mas, olhando por outro ângulo, o revés não foi de todo mal. A diretoria caiu na real, viu que o Corinthians tem um bom time, mas não um Timão. Com tudo o que aconteceu, com o temor de fracassar também na obstinada Libertadores, Edu Gaspar e Duílio Monteiro aceleraram a busca por reforços de peso (não no peso do Adriano Imperador), mas, principalmente para a vaga deixada por ele.
E se o assunto é libertadores o que falar de ruim de um time com quase 80% de aproveitamento, em seis jogos quatro vitórias e dois empates? E além do mais, vindo de uma sonora goleada de seis a zero? Durante conversas com amigos eu comentei, “O placar me agradou já o desempenho da equipe não. Ganhou de quem? Tachira? É pouco futebol para quem deseja ser campeão da América”, disse e fui contrariado. Bastou uma derrota para que estas mesmas pessoas dissessem que o time precisava melhorar.
Júlio Cesar é um grande goleiro, falha como qualquer outro ser humano pode falhar, é a cara do Corinthians e por isso merece respeito. Quem o chamou de pipoqueiro não lembra de um certo jogo contra o Botafogo em que teve uma luxação no dedo. É claro que lembram, pois os poucos dias que ele ficou de fora (teve uma recuperação em tempo espetacular) pareceram para a torcida uma eternidade. O torcedor corintiano rezava para que o dedo do hoje Imprestável Julio Cesar sarasse como num toque de mágica.
Memórias curtas a parte, dizem que quem atua no gol é chamado de louco, dizem ainda que para jogar no Corinthians deve-se honrar a camisa, dizem também que ninguém vira corintiano e sim nasce corintiano. Diante de tudo isso tenho convicção em afirmar que se tem um nome que se dá ao "louco corintiano que honra a camisa", esse nome é Julio Cesar.

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