Ouça Orli Ricardo

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Nos bailes da vida um tapinha não dói, já uma palmada ... gera muita discussão



 Mãe e filho, juntos, são sinônimos de amor incondicional. A mãe, naturalmente é aquela que na maioria das vezes passa o maior tempo com seu filho na infância. Ela ensina, educa, mostra o bom caminho dentro dos princípios éticos e morais. Estas crianças crescem, constroem as suas próprias famílias, no entanto, nunca deixarão de ser filhos.

 Esta ligação de sangue, de carinho e ternura muitas vezes não acontece em todos os lares. Existem pais que extrapolam na maneira de educar e acabam danificando a relação familiar. São pessoas visivelmente mal resolvidas, que trocam uma boa conversa pela agressão física e verbal. Os pequenos crescem absorvendo o legado negativo: - É assim que eu fui criado, é dessa forma que irei te criar!

 Para as crianças e adolescentes que sofrem com este dano, há diversos programas e leis (quando executadas) que os protegem e livra-os dos agressores. A última lei confirmada pela Câmara dos Deputados trata-se da “Lei da Palmada”, que por unanimidade foi aprovada nesta última quarta-feira (14/12), pelos parlamentares. Esta norma, de autoria da deputada Teresa Surita (PMDB-RR) pode pular a etapa de votação no plenário chegando diretamente ao Senado, se acaso a comissão considerar conclusa a decisão da assembleia.

 O projeto sofreu algumas alterações no encontro de quarta-feira, como no termo “agressão física” substituída por “castigo físico”. Neste, prevê que pais que maltratarem os filhos sejam encaminhados a programa oficial de proteção à família e a cursos de orientação, tratamento psicológico ou psiquiátrico, além de receberem advertência. A criança que sofrer a agressão deverá ser encaminhada a tratamento especializado.


 Opinião!

 Não pretendo ser taxativo, mas, hoje os filhos não respeitam seus pais como antigamente. O “sistema antigo”, apesar de rígido e muitas vezes irracional – motivado pela ignorância de pessoas insociáveis – era o que resolvia. Atualmente este cenário mudou. Os pais estão mais informados, estruturados, tem auxilio de pedagogos e psicólogos que podem ajudar no momento de estruturação dos princípios e valores familiares. Isto não significa que repudio uma palmada na bunda, pelo contrário, os pais devem estabelecer os limites de seus filhos. Portanto, no meu ponto de vista, uma palmadinha é sempre bem-vinda, desde que seja dada na intensidade e no momento certo.

 Quanto às penalidades aos pais, penso que deva prevalecer o bom senso das pessoas que julgarão os fatos, como popularmente falamos, cada caso é um caso. Quando houverem agressões físicas demasiadas e desmotivadas, sou a favor de punições mais severas, como a prisão.

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