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segunda-feira, 25 de abril de 2011

PRESIDENTE OU PRESIDENTA? AFINAL O QUE A DILMA É!

  Durante a campanha eleitoral de 2010, uma pequena "polêmica" invadiu o cenário político. Criada inicialmente pelo então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a discussão foi gerada devido ao ex-presidente chamar a candidata Dilma de futuro Presidenta do Brasil. Passados primeiro e segundo turno veio a concretizar a conquista de Dilma que passou a ser chamada não só por Lula, bem como, pelos populares e (acreditem) até mesmo por profissionais da imprensa como PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF!
  - Mas o Brasil jamais teve uma mulher presidindo o país, não sabemos como nomear esse cargo no feminino, diziam os populares...

  "Enquanto isso Machado de Assis se revirava no seu túmulo"

  Oras, o Brasil nunca teve uma presidente da República, porém, são várias as mulheres que presidem empresas, sindicatos, ONGs, etc; e nem por isso são chamadas de PRESIDENTAS.
 O blog já havia se manifestado sobre o asunto. Foi no editorial 2011, escrito no mês de janeiro, confira o trecho:
  " Todavia, nem só de confrontos o Brasil vive. As eleições daqui foram destaque no mundo inteiro. A Lei da Ficha Limpa deu o que falar, porém, nada se compara a repercussão da legitimação da primeira Presidente (vamos parar de Presidenta!) do Brasil: Dilma Rousseff "
  No entanto, para se confirmar algo não basta apenas escrever, é necessário mostrar na prática:

  No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
  Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
  Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta". (autor desconhecido)

  Um bom exemplo do erro seria:
  "A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

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