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terça-feira, 29 de março de 2011

Reportagem Especial: Os Impactos da Tragédia do Japão no Mercado Brasileiro

  A situação do outro lado do mundo está cada vez mais delicada. Após tantos revés a comunidade oriental já está perdendo a esperança, teme que o pior esteja por vir. Milhares de japonês perderam seus empregos, suas casas, seus patrimônios, entretanto, o que mais machuca esse povo é saber que suas maiores perdas são as vidas de familiares e amigos que jamais terão de volta.
   Nesse momento, falarmos de um assunto tão frágil - enquanto a ferida está longe de estar cicatrizada - é uma tarefa que requer um enorme cuidado, pois cada palavra pode ganhar sentidos distintos e ser conduzida de maneira errônea. Portanto, não estaríamos dispostos a correr risco de comprometer o andamento da recuperação desse episódio trágico, por isso falaremos da situação econômica e dos estilhaços que podem atingir o Brasil.    

Sérgio Luiz Castilho:
 a tragédia do Japão pode trazer benefícios
à economia brasileira
O Economista
Sérgio Luiz Castilho comenta o assunto:
  Ainda é cedo para saber o quanto à tragédia ocorrida no Japão irá impactar sobre a economia mundial. Dúvidas rondam perante o desastre acontecido, principalmente com a possibilidade de uma crise nuclear. Uma coisa é certa, a transação de produtos de origem primária serão afetadas em curto prazo, devido à grande fuga dos investidores e da realocação de liquidez, e ainda, recorrente à necessidade de recursos de algumas empresas seguradoras e instituições financeiras.
   No Brasil, o que pode ser afetado são as exportações de minério de ferro, pois o Japão é o terceiro maior comprador de minério de ferro do mundo, e este é um dos principais produtos exportados pelo Brasil ao Japão. Já as importações crêem os economistas que não serão afetadas, pois os produtos importados do Japão poderão ser substituídos por produtos de outros países da Ásia.
   Há motivos que nos levam a crer, que a tragédia do Japão pode trazer benefícios à economia brasileira. Primeiro porque o Japão terá que encontrar fontes alternativas de energia, adicionando a isto demanda por petróleo. Segundo, o país terá uma demanda de energia superior a que usava antes da tragédia, e por fim, o drama nuclear expôs, mais uma vez, o potencial catastrófico dessa fonte de energia. Além disso, devido às necessidades do Japão, o Brasil poderá exportar outros produtos que até então não eram comercializados entre os dois países.
  Sendo assim, seja positivamente ou negativamente, uma coisa é certa, a tragédia do Japão afetará a economia brasileira mais cedo ou mais tarde, esperamos que o reflexo maior seja no âmbito POSITIVO.

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