Ouça Orli Ricardo

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

REPORTAGEM ESPECIAL: OS BASTIDORES DA PIRATARIA

A Mina da Pirataria
 A face do consumidor no papel de Parceiro da Ilegalidade

São Paulo, Rua Vinte e Cinco de Março, a Mina da Pirataria. Ali é a origem de muitos produtos falsificados que fazem parte do seu dia-a-dia. Comerciantes de todo país exploram os mais variados produtos e ilegalmente revendem a milhares de brasileiros.

O
 cenário é o do corre-corre nos principais pontos do comércio ilegal de São Paulo. Aos berros camelôs procuram negociar preços, outros encontram na “lábia” a forma de conquistar seus clientes.
A jornada se estende à tarde. Alguns comércios que estavam em atividade na madrugada já estão fechados, outros vendedores aproveitam até o final da tarde para negociar com os visitantes.
Entre uma compra e outra, os vendedores ilegais redobram as atenções. Olhos voltados tanto ao consumidor que podem os ludibriar, quanto aos policiais que podem abordá-los a qualquer momento e levar toda a mercadoria.
 Após realizarem todas as compras os sacoleiros se preparam para pegar a estrada rumo a sua cidade. Nesse momento mais um desafio começa. Um dos grandes temores que os comerciantes enfrentam na volta para casa é a fiscalização. A qualquer momento eles podem ser barrados e na falta da Nota Fiscal de suas compras, correm o risco de perder tudo.
Contudo, se conseguirem chegar ao seu destino final, livres das barreiras da Fiscalização outra etapa começa. Os sacoleiros passarão a comercializar tudo o que compraram ilegalmente. Sem impostos e com o baixo custo dos produtos, o lucro se torna ainda maior.

"No Brasil a pirataria fere a licença de Copyright – direito autoral. A Lei Antipirataria de 1º de julho de 2003 do Código de Processo Penal, pune os responsáveis com penas que podem chegar a até quatro anos acrescidos de multa"

De acordo com uma lojista de Joaçaba, os produtos de São Paulo tem uma ótima aceitação entre seus clientes, motivo que faz vender muito na cidade. A entrevistada que há mais de 20 anos faz compras em São Paulo, afirma que seus produtos são todos adquiridos com Nota Fiscal e que sua mercadoria dificilmente tem reclamações.
Cerca de 40% da população utiliza algum tipo de produto pirateado, muitas vezes até sem saber. Em pesquisa feita pela Fecomercio-Rio e Instituto Ipsos os produtos mais pirateados são os CDs, DVDs, óculos e relógios.
Para a Pedagoga Dinamar Antunes, existe uma grande preocupação em saber se o produto que está comprando é de fato original. Ela afirma que já adquiriu alguns produtos falsificados, mas que não foram experiências agradáveis. “Não tenho o costume de comprar produtos falsificados, pelo fato de que eles não tem a mesma qualidade de um produto legitimo”, ressalta a educadora. “Apenas comprei esse tipo de produto quando não encontrei o original que procurava”, completa.
Existe também um tipo de consumidor fiel por produtos falsificados. O que atrai o cliente para esse tipo de produto é o preço. Porém, a qualidade é bem diferente de um produto original, e possivelmente a durabilidade não será a mesma. Quem sai prejudicado com a venda dos produtos ilegais são os estabelecimentos que oferecem aos clientes apenas produtos originais.   
  Para os comerciantes que se arriscam em trabalhar sem Nota Fiscal, está cada vez mais difícil driblar a fiscalização. Hoje existe um controle muito maior sob a entrada e saída de produtos de uma empresa. Com a implantação da Nota Fiscal Eletrônica, dificultou as ações de sonegação de impostos. Contudo, existem algumas empresas que ainda conseguem enganar a fiscalização. São comércios que tiram N.F em nome de uma empresa que já não existe mais, a popular Nota Fria.

Um comentário:

  1. Essa matéria parece as denuncias da A LIGA da Band. Tah bem massa

    ResponderExcluir

comente aqui

No seu rádio