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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

VIOLÊNCIA: A LUTA CONTRA O TRÁFICO NO RIO DE JANEIRO

  Autoridades são mobilizadas em busca da Paz


Foto Globo News: Retomado o Território

Desde que o tráfico de drogas tornou-se crime organizado no Rio de Janeiro, há aproximadamente 40 anos, o carioca não sabe o que é dormir tranquilo. Conviver com a insegurança e o medo faz com que pessoas não saiam de casa e vivam à mercê dos bandidos.


   Famílias que assistiam diariamente trocas de tiros a luz do dia, noites de terror causada pelos traficantes nas disputas de territórios, e também sofriam as dores ocasionadas pelas perdas de familiares inocentes, pediam socorro e estavam desacreditadas no governo e na polícia.


   É bem verdade que, as constantes denúncia de atos de corrupção foram o principal motivo para acabar com a credibilidade da polícia e a esperança da população. No entanto, aqueles clichês criados e generalizados contra as autoridades, de que não havia mais em quem confiar, foram aos poucos desmistificadas a partir da maior ofensiva contra o tráfico de todos os tempos.


   O cenário formado era de cinema. A organização típica de uma grande guerra. Eram soldados, viaturas e até mesmo tanques fortemente armados, cercando os principais morros do Rio. Especialistas e os próprios policiais esperavam um grande confronto com os criminosos.


   Um imenso rio de sangue era aguardado no confronto. Porém, para grande surpresa dos populares e também das autoridades o confronto ocorreu da melhor forma possível. Morros foram invadidos, toneladas de drogas e armamentos apreendidos e se não bastasse, os temidos criminosos levados para trás das grades.

Policiais nos braços da população

   As ações que começaram na metade da semana passada foram minuciosamente planejadas ao longo desses últimos meses. Tudo deveria sair perfeitamente, nada poderia surpreende-los. O Brasil e o mundo pararam para assistir a Guerra conta o Tráfico.

   A população temia por um confronto sangrento e, sobretudo, que pessoas inocentes fizessem parte das vítimas. Ataques contra ônibus, carros e caminhões da Polícia Militar que aconteceram desde o inicio da semana passada aumentavam a necessidade de uma reação imediata da segurança pública.

   Os moradores desesperados se arriscavam ao meio da violência, o que estava em jogo não eram seus carros, casas ou qualquer bem material, eram suas vidas.


   Na quinta-feira veio a resposta que todos aguardavam. Policiais Civis e Militares, além de soldados das Forças Armadas como Exercito, Marinha e da Aeronáutica uniram as forças para combater os criminosos. Deixaram em casa, pais, esposas e filhos com o coração nas mãos a fim de resgatar a Liberdade e a Paz de desconhecidos, mas que suplicavam ajuda.

   Foram formados batalhões especializados, cada um com sua função designada. Aos poucos os soldados iam fechando o cerco. A situação estava controlada. Por vezes, tiros foram trocados entre traficantes e policiais. A população em silêncio acompanhava tudo.


   A ação da polícia correspondia às expectativas da população. Tanto a Vila Cruzeiro, quanto o Complexo do Alemão foram dominados pelos soldados. O combate teve tamanha representatividade que, se fosse possível, populares carregariam nos braços os seus heróis.



   Manifestações não só do Rio de Janeiro, bem como de todas as partes do Brasil e do Mundo aclamavam o esforço e a dedicação dos mais de 2.700 homens que enfrentaram os traficantes e devolveram aos cariocas a esperança de dias melhores.


Foto Globo News

  Homens do Bope continuarão nos morros realizando a operação que não tem tempo previsto para ser encerrada. Os moradores terão que se acostumar a conviver com a presença de policiais. Revistas irão continuar sendo realizadas nos próximos dias até que a operação seja concluída, o que poderá levar algum tempo.  

Talvez agora os moradores do Rio poderão saber de fato o que é um Feliz Natal.

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