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domingo, 26 de setembro de 2010

Eleições 2010: Muito Prazer. Meu nome é Povo Brasileiro.


Meu Sobrenome é Incrédulo

A história política brasileira é constituída de conquistas e realizações do seu povo. O voto é uma delas. Essa posição soberana que os cidadãos almejaram ao longo dos anos - a qual lhe dá o direito de escolher seus governantes - nem sempre se traduz em democracia e tampouco igualdade.
Infelizmente os representantes do povo em sua totalidade, não seguem na íntegra o perfil do seu representado. No Brasil, a política vem perdendo a confiança, a cada novo escândalo veiculado, é uma lágrima que marca o rosto da ética e da decência.
Todavia, se serve de consolo ou de indignação não se sabe, o fato é que, isso não se trata de uma realidade contemporânea, vem desde a cultura “pós-invasão” portuguesa, que tinha como principal bandeira a trapaça e o autoritarismo.
Não era nascido ainda, no entanto os livros da bibliografia brasileira contemplam contos e fatos que jamais se apagarão da história. Onde falam de descobridores do Brasil não remetem aos índios, a verdadeira raiz brasileira, mas sim de portugueses, malandros de mão cheia.
O ano é de 2010, mas o ambiente é o da invasão. Mudaram as figuras, mas não a bandeira. Em alerta com essa realidade, e em busca de uma mudança radical na conduta de nossos políticos, foi criada a lei da Ficha Limpa. Seria um enorme passo para coroar a dignidade, se não fosse o posicionamento e descaso de alguns “representantes”.
No último dia 24, foi julgada a aplicação da Ficha Limpa na candidatura de Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal. O julgamento teve 11 horas de duração, mas nada foi decidido. O empate de 5 a 5 adiou por tempo indeterminado a resolução da cassação da candidatura de Joaquim nas eleições desse ano. Entre Manoéis de outrora e Joaquins do presente, o resultado só poderia ser um: A promoção da imoralidade.
Passados 510 anos, o último capítulo da rede cibernética brasileira traz uma enorme comunidade da “Integridade”, formada por seguidores incrédulos. Muitos seguem, mas poucos conhecem, nem ao menos sabem se o perfil é verdadeiro. Uma prova de que muitos mecanismos evoluíram e que poucas atitudes melhoraram.

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