Ouça Orli Ricardo

terça-feira, 16 de março de 2010

O Berço da Corrupção



Manifestações de corrupção acontecem onde menos se imagina e tampouco se espera. As ações de líderes giram basicamente em torno de preferências e interesses próprios. Pequenos atos ilegais são desde cedo observados em futuros fraudulentos, crianças, ou adultos em miniatura - como eram tratados na Idade Média – aproveitam-se estrategicamente de situações para enganar e se beneficiar à custa dos outros.
Não é minha intenção radicalizar o assunto. Agora toda a criança “esperta” deve ser presa? – Presa não, e sim bem educada. Essas crianças crescem e tornam-se seus governantes, discutem, brigam e decidem o seu futuro, dos seus filhos e netos.
Os dois principais lugares para a correção desses gestos iniciais são na escola e principalmente dentro da própria casa. Bem, partindo do pressuposto de que seus filhos estão devidamente matriculados e você destina boa parte do seu tempo livre a eles, atribuindo-lhes toda a atenção que merecem.
E se porventura seu filho agride, é agredido, ou até mesmo preso? De quem é a responsabilidade? É do pai, da mãe que nem ao menos o abençoa pela manhã? Ou das más companhias? Que “faz turismo” o dia inteiro com ele pela cidade, certamente fazendo e pensando bobagens, estudando que não é.
Uma boa conversa, às vezes, elimina grande parte das dúvidas e frustrações de uma criança. O raciocínio é lógico: enquanto seu filho está contigo ele está protegido, não há aproximações de sujeitos maus intencionados que podem o corromper (desse existem aos montes).
O feedback é extremamente relevante nesse período da vida. Ouvir o que eles têm a dizer, para que, você também seja escutado. Incentivar ao estudo, talvez logo a frente estará um futuro deputado, senador ou presidente. Ser atribuído a você algo tão raro quanto uma presidente mulher no Brasil: a formação de um político confiável - eu não conheço muitos.
Se o problema está em não conhecer bem o “representante do povo”, a mídia lhe ajuda. O programa político obrigatório é uma ótima ferramenta para quem deseja ficar cara a cara com o político, olhar no olho dele, e sentir a veracidade em suas palavras. Bem, mas na maioria dos lares essa oportunidade brilhante transforma-se em racionamento de energia extraordinário. Os cidadãos, com o discurso de que já estão cheios de tantas falácias desligam seus aparelhos televisores, abstendo-se da sua capacidade de escolha: “Com o qual, sem o qual, tudo permanece como tal”.
Uma pequena parte dos jovens brasileiros ainda tenta mudar esse contexto. Arriscam-se nas ruas e dão de cara com uma “democracia tirana”. Alunos com mochilas carregadas de cadernos e livros são recebidos com bala e gás de efeito moral pela polícia, enquanto isso no Palácio seus representantes são tratados como reis, e não contentes esbaldam-se carregando suas meias e cuecas de dinheiro do povo.
Estamos em meados de março, aproximando-se da Copa e Eleições. Os possíveis convocados de Dunga já estão na boca do povo, uma dúvida ou outra, mas a maioria dos selecionáveis todos já sabem. Todavia, com a política nada é concreto. Não sabemos e pouco conhecemos dos possíveis candidatos. Para o eleitor acomodado, a decisão do voto pode ser deixada para os 45 minutos do segundo tempo ou definida na loteria das cobranças de pênaltis (alguns críticos de futebol definem assim), onde nem sempre vence o melhor.
Nossa tarefa política em resumo é do de exercer o papel de cidadão. Não apenas na hora de votar, mas em toda e qualquer época do ano. Participe nas decisões, e principalmente eduque bem seu filho, pois ele será o predador ou a presa das próximas eleições.

Aproveito o Post “Berço da Corrupção” para agradecer as participações na enquete. É agindo dessa forma que manifestamos nossas opiniões e construímos um país cada vez mais democrático.

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